Relógios lógicos
Paradoxos
Tóxicos
Séculos
E mais séculos
Amorfos
Tudo era menos
Tudo é mais e mais
Ares fétidos
Abismos colossais
Tudo é cada vez mais
Menos, menos, menos
Pequenos
Sem mais nem menos
Erros agressivos
Puxa-saquismos
Pouca vergonha
Sem soma, sem soma
Lama
Sem cama
Putas, putos!
Tá todo mundo dormindo de luto
Custos, alto custo
Juros
Apuros bruscos
Susto!
Nem todos os ponteiros foram ajustados
Relógios ilógicos
Há tanto tempo parados
Mas esse mais também é menos
Venenos do acúmulo
Dos séculos
Dos homens
Dos dentes e das barrigas
Das brigas, das dores
Das burrices e dos temores
O fim se aproxima
Dobra a esquina
Sempre no mesmo lugar
Um par de lágrimas
Uma porção de terra doente
Sempre no mesmo lugar
Um sentido ausente a despertar
terça-feira, 15 de setembro de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Vagareza
Esperando pelo sol
Convulsões de vento
Partículas do tempo
Presas na minha garganta:
– Anda, vida, flui como a lâmina d’água
que, eterna, esculpe pedras
– Anda, vida, não quero ver acumulados limo e mágoas
Estou cansada de esperar pelo sol ou pela sombra
Cansada de medir palavras...
Anda, vida! E me surpreenda no dia em que estiver acordada.
Convulsões de vento
Partículas do tempo
Presas na minha garganta:
– Anda, vida, flui como a lâmina d’água
que, eterna, esculpe pedras
– Anda, vida, não quero ver acumulados limo e mágoas
Estou cansada de esperar pelo sol ou pela sombra
Cansada de medir palavras...
Anda, vida! E me surpreenda no dia em que estiver acordada.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Incongruências
Tenho todos os motivos para sorrir, mas não respondo dessa maneira
Tenho todos os dedos, aqueles que agarram o que quer que seja
Mas as superfícies andam escorregadias. Quase moles.
Frias, as mãos. Passageiros os toques.
Só, o silêncio, sempre. (Prenúncio da morte?)
Morte da inocência aparente.
Tenho tudo o que me rodeia: os versos, o sol, o tempo, os livros...
Mas só enxergo as poeiras dos momentos já vividos
Eu não era assim. Assim densa, assim dramática.
Poética nuns dias, matemática em outros.
Incongruente, sempre.
Presente em mim, ausente das expectativas todas.
Incongruente?
Talvez, louca.
Tenho todos os dedos, aqueles que agarram o que quer que seja
Mas as superfícies andam escorregadias. Quase moles.
Frias, as mãos. Passageiros os toques.
Só, o silêncio, sempre. (Prenúncio da morte?)
Morte da inocência aparente.
Tenho tudo o que me rodeia: os versos, o sol, o tempo, os livros...
Mas só enxergo as poeiras dos momentos já vividos
Eu não era assim. Assim densa, assim dramática.
Poética nuns dias, matemática em outros.
Incongruente, sempre.
Presente em mim, ausente das expectativas todas.
Incongruente?
Talvez, louca.
Descompasso
Da viola do violeiro
Não sai nota verdadeira
Só sai canção doída, passageira
Ninguém mais quer saber do seu passado
Musicalmente esquecido
Ele pensou: “negação dos inferno!”
Com o peito doído,
respirou forte
O chiado deu para ouvir de longe
Mas o violeiro não excita nem constrange
O violeiro foi esquecido
Ele pensou: “Por que justo comigo?”
E decidiu - como quem aprende a dar o primeiro passo -
Quebrar a viola, a vitrola, os compassos...
Ele pensou: “Do chão não passo.”
E se recuperou vivendo somente
de amor e outros trabalhos
O violeiro nunca mais dedilhou uma nota sequer.
Mal sabe ele o sucesso que fazia em meu ouvido de mulher
Não sai nota verdadeira
Só sai canção doída, passageira
Ninguém mais quer saber do seu passado
Musicalmente esquecido
Ele pensou: “negação dos inferno!”
Com o peito doído,
respirou forte
O chiado deu para ouvir de longe
Mas o violeiro não excita nem constrange
O violeiro foi esquecido
Ele pensou: “Por que justo comigo?”
E decidiu - como quem aprende a dar o primeiro passo -
Quebrar a viola, a vitrola, os compassos...
Ele pensou: “Do chão não passo.”
E se recuperou vivendo somente
de amor e outros trabalhos
O violeiro nunca mais dedilhou uma nota sequer.
Mal sabe ele o sucesso que fazia em meu ouvido de mulher
sábado, 1 de agosto de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
Pedindo licença
Quero construir o meu cenário da maneira que quiser.
Se as paredes têm asas, posso até dormir em pé
Se o tempo todo for de músicas
E o silêncio do intervalo,
Farei viradas bruscas
Com dois dedos um estalo
E se da multidão, preferir o eu sozinho
Farei, sim, questão de colocar alguém no caminho
Pois nas curvas largas dessa sinuosa estrada
Não quero ver apenas uma sombra desenhada
Se as janelas forem redondas para o sol se encaixar melhor
Tratarei de abrir as portas para secar todo o suor
E se você quiser inverter todas as etapas desse meu cenário
Peço que entenda que a realidade não mora noutro lugar
Senão no nosso imaginário...
Então, construa o seu invólucro da maneira que quiser!
(E deixe o meu em paz, do jeito que ele é)
Se as paredes têm asas, posso até dormir em pé
Se o tempo todo for de músicas
E o silêncio do intervalo,
Farei viradas bruscas
Com dois dedos um estalo
E se da multidão, preferir o eu sozinho
Farei, sim, questão de colocar alguém no caminho
Pois nas curvas largas dessa sinuosa estrada
Não quero ver apenas uma sombra desenhada
Se as janelas forem redondas para o sol se encaixar melhor
Tratarei de abrir as portas para secar todo o suor
E se você quiser inverter todas as etapas desse meu cenário
Peço que entenda que a realidade não mora noutro lugar
Senão no nosso imaginário...
Então, construa o seu invólucro da maneira que quiser!
(E deixe o meu em paz, do jeito que ele é)
terça-feira, 7 de julho de 2009
Permanência
Bexiga inchada
Coluna cansada
Noite fria
Pessoas sombras
Espaço nulo
Noite fria
Estranhamento...
Contentamento!
Noite fria
Ultimamente
Tenho sido
Minha melhor companhia
Coluna cansada
Noite fria
Pessoas sombras
Espaço nulo
Noite fria
Estranhamento...
Contentamento!
Noite fria
Ultimamente
Tenho sido
Minha melhor companhia
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Meu primeiro amor (porque o 2º é a poesia)
Plásticas
as artes
são elásticas
Não se despedaçam
Não morrem
De tecitura firme
Da fruição e do assombro
elas vivem
Plásticas, as artes
Essência e efeitos sublimes
Não abandonam
Não mentem
Não têm dono
Seus criadores - etéreos - também são elásticos
Fundem-se à elas
Plásticas, perduram ávidas por eternidade
Elásticas, vão e voltam, mas nunca partem.
Em 28.05.09
as artes
são elásticas
Não se despedaçam
Não morrem
De tecitura firme
Da fruição e do assombro
elas vivem
Plásticas, as artes
Essência e efeitos sublimes
Não abandonam
Não mentem
Não têm dono
Seus criadores - etéreos - também são elásticos
Fundem-se à elas
Plásticas, perduram ávidas por eternidade
Elásticas, vão e voltam, mas nunca partem.
Em 28.05.09
Silêncio
Ego por onde escorro
Ego por onde subo
Ele me disse
Ele me disse tudo
Mostrou-se tal qual pensa que é
Ego porque sou / Ego porque é
"Erro, mas não perdoo erro de mulher"
Ele me disse absurdos
Ele não sabe quem é
Além de Ego
Nada mais se vê (nem com muita fé)
Ele não sabe
Mas sua voz não faz mais eco
No meu ouvido de mulher
Em 28.05.09
Ego por onde subo
Ele me disse
Ele me disse tudo
Mostrou-se tal qual pensa que é
Ego porque sou / Ego porque é
"Erro, mas não perdoo erro de mulher"
Ele me disse absurdos
Ele não sabe quem é
Além de Ego
Nada mais se vê (nem com muita fé)
Ele não sabe
Mas sua voz não faz mais eco
No meu ouvido de mulher
Em 28.05.09
sábado, 30 de maio de 2009
Só seu
É bom saber de si
O que ninguém mais sabe
O que dói, o que vibra, o que arde...
O que alegra, o que comove, o que abate...
É bom saber de si
O que ninguém sabe!
Em 06/04/09
O que ninguém mais sabe
O que dói, o que vibra, o que arde...
O que alegra, o que comove, o que abate...
É bom saber de si
O que ninguém sabe!
Em 06/04/09
Assinar:
Postagens (Atom)