Tô comendo um pão de queijo
Mas deveria estar escrevendo
Meu dever-ser (kantiano) é a escrita.
Um dia, meu inconsciente me acordou dizendo:
"Escreva!" Tomei um susto, mas gostei!
Pronto. Escrevi.
Mas é triste saber que, às vezes, a preguiça é teia...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Assombro
Não há teto
Não há como!
Não há pano de fundo
Sem cenários, sem entornos
Meu escopo é viver
Cada vez mais tiro máscaras
Leio Jung
E esqueço absurdos
Faço festas - internas e externas -
Vibro à beça! Me atiro no escuro...
Todo mundo me lê.
Sei ser frágil
Sei ser forte
Sei também sorrir e sofrer
Mas o melhor de ser sempre foi escrever (o melhor do ser)!
E não escrevo quase nada sobre mim
Escrevo mais sobre "nós" e "você"
Não há teto
Não há como!
Não há pano de fundo
Sem cenários, sem entornos
Meu escopo é viver
Não há como!
Não há pano de fundo
Sem cenários, sem entornos
Meu escopo é viver
Cada vez mais tiro máscaras
Leio Jung
E esqueço absurdos
Faço festas - internas e externas -
Vibro à beça! Me atiro no escuro...
Todo mundo me lê.
Sei ser frágil
Sei ser forte
Sei também sorrir e sofrer
Mas o melhor de ser sempre foi escrever (o melhor do ser)!
E não escrevo quase nada sobre mim
Escrevo mais sobre "nós" e "você"
Não há teto
Não há como!
Não há pano de fundo
Sem cenários, sem entornos
Meu escopo é viver
Invisível
Ninguém vê o corpo?
Ninguém vê o corpo
Estendido no chão
Sentado ou curvo
Ajoelhado ou sujo
Pedindo ou mudo
Ninguém vê o corpo no chão!
Ninguém, ninguém...
Só vêem o copo cheio
O corpo bronzeado
O carro blindado
A carteira e o recheio
Mas ninguém vê o corpo estendido lá no meio
Ninguém vê o corpo
Estendido no chão
Sentado ou curvo
Ajoelhado ou sujo
Pedindo ou mudo
Ninguém vê o corpo no chão!
Ninguém, ninguém...
Só vêem o copo cheio
O corpo bronzeado
O carro blindado
A carteira e o recheio
Mas ninguém vê o corpo estendido lá no meio
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Ballet
EU E TU
TU E EU
E E E
POR ONDE
SE ESCONDEU?
EU EU EU
CADÊ, CADÊ TU?
TU
TU
TU...
NINGUÉM MAIS ATENDEU!
FOI TU?
FUI EU?
FUDEU!
TU E EU
E E E
POR ONDE
SE ESCONDEU?
EU EU EU
CADÊ, CADÊ TU?
TU
TU
TU...
NINGUÉM MAIS ATENDEU!
FOI TU?
FUI EU?
FUDEU!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Praxis
Beijos e compassos
Abraços
Órgãos acelerados
Emoção etérea
Vícios, brechas
O amor
Às vesperas
Dutos e redutos
Sulcos
Vermelhidão tardia
Um xis no mapa
Pulsos, taças
O rompimento
As cascas
Cada ser é só.
Um só!
E sempre só de palavras...
Abraços
Órgãos acelerados
Emoção etérea
Vícios, brechas
O amor
Às vesperas
Dutos e redutos
Sulcos
Vermelhidão tardia
Um xis no mapa
Pulsos, taças
O rompimento
As cascas
Cada ser é só.
Um só!
E sempre só de palavras...
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Desconstrução
Âncora
Ânsia
Não estava em seu lugar
À beira do vazio
Da precipitação
Sem palavras
Até sem lágrimas!?
Sem imaginação
Sem bater de palmas
Sem som
Parou de se impressionar
Ficou surpresa
Via de tudo
Mas não era a mesma
Cortes abertos sem dor
Linhas tênues
Sem amor de nenhuma espécie
Só sendo
Sem tempo para ser
Emoção e sentimento
Sem tempo
Sem tempo
Pêndulo
Ânsia
Não estava em seu lugar
À beira do vazio
Da precipitação
Sem palavras
Até sem lágrimas!?
Sem imaginação
Sem bater de palmas
Sem som
Parou de se impressionar
Ficou surpresa
Via de tudo
Mas não era a mesma
Cortes abertos sem dor
Linhas tênues
Sem amor de nenhuma espécie
Só sendo
Sem tempo para ser
Emoção e sentimento
Sem tempo
Sem tempo
Pêndulo
quinta-feira, 29 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Previsão
Como lidar com o vazio?
Como colher antes do plantio?
Quebre as barras de ferro
Já disse: quebre-as!
Enxergue a luz projetada nas sombras
E se dê tréguas
Mas não meça tudo
Seja sem réguas
Seja apenas
E não viva na superfície das histórias pequenas
Que te contaram um dia
Sorria, e pense no porvir
As migalhas se juntarão
Formarão unidade compacta
Uma massa iluminada
Vibração única a sentir
Expansão de todas as águas
Novo horizonte sem cegueiras
Nova visão sem barreiras
Vazio que não mais existirá
Completude humana universal:
Terras verdes, infinito pomar...
Sóis azuis, raro céu lunar
Quebre as barras de ferro
Já disse: quebre-as!
E enxergue através da íris do tempo:
Um só homem, um só mundo
Tudo, num só momento.
Como colher antes do plantio?
Quebre as barras de ferro
Já disse: quebre-as!
Enxergue a luz projetada nas sombras
E se dê tréguas
Mas não meça tudo
Seja sem réguas
Seja apenas
E não viva na superfície das histórias pequenas
Que te contaram um dia
Sorria, e pense no porvir
As migalhas se juntarão
Formarão unidade compacta
Uma massa iluminada
Vibração única a sentir
Expansão de todas as águas
Novo horizonte sem cegueiras
Nova visão sem barreiras
Vazio que não mais existirá
Completude humana universal:
Terras verdes, infinito pomar...
Sóis azuis, raro céu lunar
Quebre as barras de ferro
Já disse: quebre-as!
E enxergue através da íris do tempo:
Um só homem, um só mundo
Tudo, num só momento.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Cronologia
Relógios lógicos
Paradoxos
Tóxicos
Séculos
E mais séculos
Amorfos
Tudo era menos
Tudo é mais e mais
Ares fétidos
Abismos colossais
Tudo é cada vez mais
Menos, menos, menos
Pequenos
Sem mais nem menos
Erros agressivos
Puxa-saquismos
Pouca vergonha
Sem soma, sem soma
Lama
Sem cama
Putas, putos!
Tá todo mundo dormindo de luto
Custos, alto custo
Juros
Apuros bruscos
Susto!
Nem todos os ponteiros foram ajustados
Relógios ilógicos
Há tanto tempo parados
Mas esse mais também é menos
Venenos do acúmulo
Dos séculos
Dos homens
Dos dentes e das barrigas
Das brigas, das dores
Das burrices e dos temores
O fim se aproxima
Dobra a esquina
Sempre no mesmo lugar
Um par de lágrimas
Uma porção de terra doente
Sempre no mesmo lugar
Um sentido ausente a despertar
Paradoxos
Tóxicos
Séculos
E mais séculos
Amorfos
Tudo era menos
Tudo é mais e mais
Ares fétidos
Abismos colossais
Tudo é cada vez mais
Menos, menos, menos
Pequenos
Sem mais nem menos
Erros agressivos
Puxa-saquismos
Pouca vergonha
Sem soma, sem soma
Lama
Sem cama
Putas, putos!
Tá todo mundo dormindo de luto
Custos, alto custo
Juros
Apuros bruscos
Susto!
Nem todos os ponteiros foram ajustados
Relógios ilógicos
Há tanto tempo parados
Mas esse mais também é menos
Venenos do acúmulo
Dos séculos
Dos homens
Dos dentes e das barrigas
Das brigas, das dores
Das burrices e dos temores
O fim se aproxima
Dobra a esquina
Sempre no mesmo lugar
Um par de lágrimas
Uma porção de terra doente
Sempre no mesmo lugar
Um sentido ausente a despertar
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Vagareza
Esperando pelo sol
Convulsões de vento
Partículas do tempo
Presas na minha garganta:
– Anda, vida, flui como a lâmina d’água
que, eterna, esculpe pedras
– Anda, vida, não quero ver acumulados limo e mágoas
Estou cansada de esperar pelo sol ou pela sombra
Cansada de medir palavras...
Anda, vida! E me surpreenda no dia em que estiver acordada.
Convulsões de vento
Partículas do tempo
Presas na minha garganta:
– Anda, vida, flui como a lâmina d’água
que, eterna, esculpe pedras
– Anda, vida, não quero ver acumulados limo e mágoas
Estou cansada de esperar pelo sol ou pela sombra
Cansada de medir palavras...
Anda, vida! E me surpreenda no dia em que estiver acordada.
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