Ego por onde escorro
Ego por onde subo
Ele me disse
Ele me disse tudo
Mostrou-se tal qual pensa que é
Ego porque sou / Ego porque é
"Erro, mas não perdoo erro de mulher"
Ele me disse absurdos
Ele não sabe quem é
Além de Ego
Nada mais se vê (nem com muita fé)
Ele não sabe
Mas sua voz não faz mais eco
No meu ouvido de mulher
Em 28.05.09
quinta-feira, 2 de julho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
Só seu
É bom saber de si
O que ninguém mais sabe
O que dói, o que vibra, o que arde...
O que alegra, o que comove, o que abate...
É bom saber de si
O que ninguém sabe!
Em 06/04/09
O que ninguém mais sabe
O que dói, o que vibra, o que arde...
O que alegra, o que comove, o que abate...
É bom saber de si
O que ninguém sabe!
Em 06/04/09
MuDaNçA
Os dias passam, mas não impressionam
Fronte pálida como a de um sonâmbulo
Que ao não ver sua própria sombra
Erra o ângulo, tropeça e cai.
Mas há também tombos macios!
E dentro dos mistérios, assombros
E no interior do vazio, encontros
Em 06/04/09
Fronte pálida como a de um sonâmbulo
Que ao não ver sua própria sombra
Erra o ângulo, tropeça e cai.
Mas há também tombos macios!
E dentro dos mistérios, assombros
E no interior do vazio, encontros
Em 06/04/09
Desespécie
...Perfil enluarado
Céu negro
Quase tudo é escuridão
Só a lua, esse segredo
É ponto sombrio de luz
Na circunspecta imensidão
Daqui não há estrelas concretas
Nem astros, nem cores, nem civilização
A nuvem logo cobre a fronte pálida da lua:
Essa mal encoberta solidão...
Que ora acende, ora apaga
Ora se retrai, se insinua
Daqui não há como enxergar a perfeição terrestre
Não há lógica Inca, nem Maia
Tampouco se mensura a história que se escreve
Daqui, desse ângulo
Tudo mais se parece com um polígono
Um quadrado para ser mais exato
Um atestado para o desespero!
O mundo, que já foi um círculo
De tanto quicar ficou caduco
De tanto girar ficou tonto e mudo
Desgastou-se.
E desse ângulo não há como fugir pelas beiradas
Tudo é dor e destempero!
Dos correntes equívocos
Superlativos erros
Das lentes sujas e descartáveis
- desse mesmo ângulo -
Um novo céu
Agora todo branco...
Em 18/01/08
Céu negro
Quase tudo é escuridão
Só a lua, esse segredo
É ponto sombrio de luz
Na circunspecta imensidão
Daqui não há estrelas concretas
Nem astros, nem cores, nem civilização
A nuvem logo cobre a fronte pálida da lua:
Essa mal encoberta solidão...
Que ora acende, ora apaga
Ora se retrai, se insinua
Daqui não há como enxergar a perfeição terrestre
Não há lógica Inca, nem Maia
Tampouco se mensura a história que se escreve
Daqui, desse ângulo
Tudo mais se parece com um polígono
Um quadrado para ser mais exato
Um atestado para o desespero!
O mundo, que já foi um círculo
De tanto quicar ficou caduco
De tanto girar ficou tonto e mudo
Desgastou-se.
E desse ângulo não há como fugir pelas beiradas
Tudo é dor e destempero!
Dos correntes equívocos
Superlativos erros
Das lentes sujas e descartáveis
- desse mesmo ângulo -
Um novo céu
Agora todo branco...
Em 18/01/08
Despertar em Janeiro
Raios de Atenas!
Vozes seculares
(Seculum, seculorum)
Brios derretidos
Mãos sem frenagem
Oh! Passado, em sonho repasse
Nos alimente e dê coragem
Mas lembre-se de vendar bem os olhos
Com feltros dos mais negros
Que é para não se apagar de vergonha
Que é para não se curvar de medo
Pirâmides do Egito!
Pontes de Israel!
Iluministas, iluminadores, iluminados!
Evoque-mo-los todos
Que é para não pagarmos mais pecados
Sombras do Além
Alguém se agita num mausoléu
É triste, mas a fome que um tem hoje
Daria para alimentar todo o tropel
Suor sagrado de Antígona
Lágrimas de pedra do rei!
De fato, acabou-se a utopia...
ACORDEI.
Vozes seculares
(Seculum, seculorum)
Brios derretidos
Mãos sem frenagem
Oh! Passado, em sonho repasse
Nos alimente e dê coragem
Mas lembre-se de vendar bem os olhos
Com feltros dos mais negros
Que é para não se apagar de vergonha
Que é para não se curvar de medo
Pirâmides do Egito!
Pontes de Israel!
Iluministas, iluminadores, iluminados!
Evoque-mo-los todos
Que é para não pagarmos mais pecados
Sombras do Além
Alguém se agita num mausoléu
É triste, mas a fome que um tem hoje
Daria para alimentar todo o tropel
Suor sagrado de Antígona
Lágrimas de pedra do rei!
De fato, acabou-se a utopia...
ACORDEI.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Dois dias
A lua estava lá, ontem
Tão bela, tão exatamente redonda
Hoje, desaluou...
Enegreceu o céu
Que não é mais seu
É tão só e cruelmente
Meu
Tão bela, tão exatamente redonda
Hoje, desaluou...
Enegreceu o céu
Que não é mais seu
É tão só e cruelmente
Meu
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Poesia de Flávio Lemos
Cara colega poeta, permita-me uma linha ou duas sobre nós, os incomparáveis
Estranhas criaturas todos sabem, somos loucos busco em mim tu te procuras catamo-nos aos poucos escondemo-nos, arredios cada um em seu canto da estante enquanto mandam homens à lua nosso vôo é mais rasante
Flávio Lemos
Estranhas criaturas todos sabem, somos loucos busco em mim tu te procuras catamo-nos aos poucos escondemo-nos, arredios cada um em seu canto da estante enquanto mandam homens à lua nosso vôo é mais rasante
Flávio Lemos
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Seguro
Sotaque espanhol que reverbera
Da ponta do pé ao seu chapéu dourado
Ir para Espanha
Uma quimera?
Não, tratando-se de ir ao seu lado
Plaza de Cibeles
Passamos um tempo acordados
Lunes por la madrugada
Deito um pouco no seu colo
Depois ponho-me a comer doces
Enquanto você bebe chá amargo
Sotaque espanhol que reverbera pra todo lado...
Da ponta do pé ao seu chapéu dourado
Ir para Espanha
Uma quimera?
Não, tratando-se de ir ao seu lado
Plaza de Cibeles
Passamos um tempo acordados
Lunes por la madrugada
Deito um pouco no seu colo
Depois ponho-me a comer doces
Enquanto você bebe chá amargo
Sotaque espanhol que reverbera pra todo lado...
terça-feira, 14 de abril de 2009
Beleza Contínua
Sozinha corro
De um ponto a outro
O que quer que venha do tempo
Quero!
O que quiser o Universo
Eu quero!
O que sair de meus versos
Assim quero!
Nas reentrâncias berro
Nas subidas temo
Nas descidas ecos
Nas voltas acenos
Nas beiradas desertos
Nas retas venenos
Nas curvas loucos
Nas quinas caminhos...
De um ponto a outro
Sozinha corro...
E só me encontro mesmo quando
Sozinha caminho...
De um ponto a outro
Nas quinas espinhos
Nas curvas assopros
Nas retas espelhos
Nas beiradas gestos
Nas voltas lampejos
Nas descidas pregos
Nas subidas vento
Nas reentrâncias espero...
O quer que venha do tempo
Espero.
O que quiser o Universo
Eu espero.
O que sair de meus versos
Assim espero...
Beleza contínua de viver sempre – e calmamente – como quero
De um ponto a outro
O que quer que venha do tempo
Quero!
O que quiser o Universo
Eu quero!
O que sair de meus versos
Assim quero!
Nas reentrâncias berro
Nas subidas temo
Nas descidas ecos
Nas voltas acenos
Nas beiradas desertos
Nas retas venenos
Nas curvas loucos
Nas quinas caminhos...
De um ponto a outro
Sozinha corro...
E só me encontro mesmo quando
Sozinha caminho...
De um ponto a outro
Nas quinas espinhos
Nas curvas assopros
Nas retas espelhos
Nas beiradas gestos
Nas voltas lampejos
Nas descidas pregos
Nas subidas vento
Nas reentrâncias espero...
O quer que venha do tempo
Espero.
O que quiser o Universo
Eu espero.
O que sair de meus versos
Assim espero...
Beleza contínua de viver sempre – e calmamente – como quero
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Conclusão
Minhas papilas gustativas já não são mais as mesmas. Já não absorvem a seiva da sua saliva. Já não se molham na sua chegada. Já não amargam na sua partida.
Assinar:
Postagens (Atom)